segunda-feira, 7 de maio de 2012

Aniversário. do pimpolhinho está chegando.

NEsta dia 10 de maio teremos pique-pique. Biel fara 4 aninhos.  Ele tem muito medo de enfeites e bexigas , mas vamos fazer uma comemoração bem simples para nao deixar ele nervoso.  ESsa foto mostra ele todo tranquilinho, assistindo dvd. Ele adora!!.  Sou uma mamãe super orgulhosa, amo demais meu pequeno anjo. Lindoooo


domingo, 29 de abril de 2012

Ethan, o garotinho autista de 6 anos toca piano como um profissional, Impressionante.(Daniela Bolzan)

Assista a seguir os vídeos impressionantes que mostram Ethan, um garoto autista de 6 anos  que toca piano como um adulto . Confiram :                                                                                                                                                                                                                                                   



Fica aqui a observação de que nossos filhos autistas tem todo potencial do mundo, basta descobrir para qual área cada um vai desenvolver com mais facilidade e assim estimular com muito carinho. 
Com certeza esse garotinho levará para muitas famílias que estão passando pela fase difícil de diagnóstico uma esperança e tranquilidades sem tamanho.
Força é a palavra chave para todos os familiares de anjos e pequenos gênios.
Fonte:http://colunas.revistaepoca.globo.com/bombounaweb/2012/04/28/autista-de-6-anos-toca-piano-que-nem-gente-grande-e-pode-ser-a-proxima-celebridade-da-internet/
Obrigada
 Daniela Bolzan.

Depoimento de Maria Daniela, mãe do Kauã "Autista" ( Daniela Bolzan)



Olá! Meu nome é Daniela, tenho 30 anos, estou me formando em contabilidade e vou falar sobre meu tesouro e querido filho Kauã. Ele tem 4 anos e 5 meses, foi diagnosticado como autista leve aos 2 anos e meio.Nesse tempo eu não sabia o que era autismo,eu percebia algumas manias que ele tinha, mas não imaginava que seria autismo.

Quando ele tinha por volta de 1 ano e meio começamos a perceber um atraso em seu desenvolvimento. Seu comportamento era diferente em relação a de seus priminhos da mesma idade.Ele não entendia os gestos simples como: vem cá,dar tchau,chamar,direcionar um não com a cabeça,fingia-se de surdo,tinha muitas crises de risos de madrugada,amava ver algum objeto rodopiando,balançava muito as mãozinhas quando estava alegre,não gostava de barulhos,sua interação com outras crianças ainda é muito pouca.

“Ele ganhou uma vez um velocípede e por incrível que pareça ele virou o brinquedo de cabeça para baixo e começou a girar suas rodas durante um bom tempo balançando as mãozinhas e pulando...”

Minha gravidez foi bastante conturbada, tive infecção renal, uma bactéria muito resistente nos rins e corria o risco de o bebê ter problemas. Meu ginecologista na época passou um antibiótico muito forte e no momento em que ele prescrevia na receita, ele baixou a cabeça por uns minutos e foi naquele momento que fiquei muito preocupada com meu bebê.



“MAS DEUS É TREMENDO, POIS ME DEU UM FILHO PERFEITO”



            Certo dia fomos para casa dos meus pais e levei o Kauã.Meu tio quando o viu comentou e perguntou se ele não era autista.AUTISTA?Perguntei para ele... Eu nunca ouvi falar sobre isso!A partir daquele momento comecei a pesquisar na internet, ler tudo sobre autismo, assisti um filme chamado “Meu filho meu mundo”. Quando vi esse filme levei um choque, chorei muito, ao me deparar com muitas características do autismo e quase todos coincidiam com alguns comportamentos do meu Kauã.

            Comecei minha batalha, procurei um especialista “Neuropediatra”, que diagnosticou na mesma hora o autismo. Procurei outros profissionais, pois não queria ficar somente com um diagnóstico, pois estava em jogo a vida de meu filho. Todos foram unânimes: exames todos normais e o diagnóstico: o mesmo.

            Ele fez todos os tipos de exames: ressonância, BERA, tomografia e todos graças a DEUS, sem nenhum problema.



O KAUÃ HOJE...





Com 4 anos e 5 meses, está muito mais esperto. Frequenta escola regular que inclusive ele tem tido um desenvolvimento incrível, melhorou na interação social. Devo agradecer a todas as tias que estiveram com ele todo esse tempo e também a sua escola por ter aberto as portas para a inclusão social.

           
Consegui tratamento para ele no Espaço Trate...Um lugar especialmente para autistas...






Lá ele é acompanhado por várias especialistas como: Fonoaudióloga, Terapeuta ocupacional, Psicóloga, Nutricionista. Estou muito feliz com as evoluções de meu filho, apesar dele ainda apresentar algumas estereotipias, ainda está tirando as fraudas, ainda não fala tudo “somente Mama e Papa”. Falo “ainda” porque eu tenho a certeza que ele é capaz de conseguir essa vitória! Eu sei,é um processo lento,mas sei que teremos muitas conquistas!Pois acredito no potencial desses profissionais que estão acompanhando Kauã nesta fase de seu desenvolvimento!Muito obrigada a todos!

            Como passo o dia inteiro fora de casa trabalhando, quem cuida dele é minha sogra (uma pessoa muito especial) sempre me ajudou desde quando ele nasceu. Sou muito grata a ela por tudo!!

            Tenho esperanças que meu filho consiga superar todas as dificuldades e peço a Deus todos os dias mais paciência e serenidade, pois sei que é preciso para se lidar com ele. Penso que se Deus mandou o Kauã para nossas vidas é porque nos temos sim competência e capacidade para amá-lo e cuidar dele.

            Às vezes me sinto muito mal por ter que ir trabalhar passar o dia todo longe dele... Às vezes choro e penso nele a todo instante...

            É difícil, é duro, mas o amor que tenho pelo meu filho é imensuravelmente maior que tudo!

Agradeço a Deus todos os dias por meu filho!Percebi o quando a vida tem valor a partir do momento em que ele chegou em minha vida.


Agradeço o espaço para falar, desabafar e trocar idéias. Estou a disposição para novas amizades, tirar dúvidas, trocar experiências...

Beijos para todos que leram este depoimento!!

Meu e-mail para contato: danninha_25@hotmail.com
________________________________________________


Meus sinceros agradecimentos à Maria Daniela por ter compartilhado um pouquinho de sua trajetória com todo carinho e amor. Que Deus ilumine voces e dê sempre saúde, força e felicidade...
Obrigada mesmo......
Daniela Bolzan
 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Revelando o Autismo (Definições) - O Autismo tem Cura? ( Daniela Bolzan)

O que é Autismo?



Segundo a American Society for Autism, ASA, o autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento e se manifesta de maneira grave por toda a vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), CID-10 (10a. Classificação Internacional de Doenças), de 1991, o autismo é caracterizado pelo funcionamento anormal em três áreas: de interação social, comunicação e comportamento restrito e repetitivo.

O autismo pode ocorrer isoladamente ou em associação com outros distúrbios que afetam o funcionamento do cérebro, tais como
Síndrome de Down e epilepsia. O autista tem uma expectativa de vida normal. Formas mais graves podem apresentar comportamento destrutivo, autoagressão e comportamento agressivo, que podem ser muito resistentes às mudanças.

Para a psicanálise, no entanto, o autismo precisa ser diagnosticado diferentemente em relação a outras desordens que também causam os mesmos sintomas. Na visão da Psicanalista Silvana Rabello, afastadas as causas orgânicas que vão definir a criança como lesionada e não como autista, resta dizer que o autista é aquele em que não existe comunicação com o mundo exterior. “O autista tem o movimento de relação com os outros truncado, por isso comporta-se de forma auto-centrada”, explica.

Para Silvana, que é Coordenadora do Serviço “Espaço-Palavra” da Clínica Psicológica da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, a criança autista não conhece o poder da troca e fica presa aos comportamentos instintivos.

“Alguma coisa muito sutil aconteceu na relação do bebê com a sua mãe nos seus primeiros meses de vida que desencadeou este comportamento isolacionista”, complementa, explicando que nestes primeiros anos de vida a mãe chama o bebê com a voz, o olhar, dando-lhe os estímulos necessários para que queira comunicar-se com o mundo e seja recompensado pela experiência de comunicar-se, de forma mais prazerosa do que a permanência no seu mundo individual.

“Não que haja algo de errado com estas mães – alguma coisa muito discreta, no seu vínculo com o bebê, ficou deficitária”. Segundo Silvana, quando detectado cedo, o autismo tem cura. “Um bebê diagnosticado como autista nos seus primeiros três meses de vida pode tornar-se um adulto absolutamente normal”.

Causas

Para a linha mais médica, o autismo tem causas como:

- Fenilcetonúria não tratada;
- Viroses durante a gestação, principalmente durante os três primeiros meses;
- Toxoplasmose;
- Rubéola;
- Anoxia e traumatismos no parto;
- Patrimônio genético, etc.

Para a psicanálise, como já foi dito, as desordens causadas por este tipo de problema são outras e não o autismo. O autismo, para a psicologia, é proveniente de um problema no aprendizado da comunicação da criança com o mundo.

Incidência

O autismo aparece em cerca de vinte entre cada dez mil nascimentos e é quatro vezes mais comum entre meninos do que meninas. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Até hoje não se conseguiu provar nenhuma causa psicológica, no meio ambiente destas crianças, que possa causar a doença. Para termos um dado brasileiro, podemos citar que a Casa da Esperança, no Ceará, calcula a existência de 6 a 10 mil autistas naquele estado.

Sintomas e Manifestações

Do ponto de vista médico, os sintomas do autismo mudam ao longo da vida da criança e alguns podem até desaparecer com a idade. O Quociente de Inteligência (Q.I.) de crianças autistas, em aproximadamente 60% dos casos, mostram resultados abaixo dos 50, 20% entre 50 e 70 e apenas 20% tem inteligência maior do que 70 pontos, quando a média de uma criança normal é em torno de 100. Abaixo de 70, o resultado já é considerado deficiente.

A psicanálise desconsidera este tipo de teste, tendo em vista que eles são padronizados e só são aplicáveis a crianças padrão. “Aplicar um teste de Q.I. em um autista é um absurdo”, indigna-se Silvana. Para ela, o autista preserva o seu potencial cognitivo, tanto que mesmo sem conseguir comunicar-se pelos padrões sociais, um autista pode, em segundos, montar um quebra-cabeça que uma criança dita normal levaria horas para conseguir. “A única coisa que não está funcionando no autista é a sua comunicação com o mundo, o que não quer dizer que ele não tenha conteúdo”, diz.

Em muitos casos, os autistas apresentam uma grande capacidade intelectual, especialmente nas ciências exatas. Algumas crianças de apenas dois anos, com diagnóstico confirmado de autismo, aprendem a ler, não obstante a comunicação, de uma forma geral seja bastante restrita. A maioria dos autistas, por exemplo, não fala até os quatro anos, assim como não chega a escrever. No entanto, em casos mais leves, quando com acesso a computadores ou máquinas de escrever, a escrita consegue se desenvolver.

Diagnóstico

Para o diagnóstico do autismo, verificam-se os sintomas pela anamnese (entrevista onde são colhidos dados do paciente) ou através de exames que demonstrem as disfunções físicas do cérebro comuns aos portadores da síndrome.

Entre os sintomas mais comuns, de acordo com o Dr. E. Chirstian Gauderer, autor do livro “Autismo e Outros Atrasos do Desenvolvimento”, temos os distúrbios no ritmo de aparecimentos de habilidades físicas, sociais e lingüísticas, as reações anormais às sensações, em especial em relação à visão, audição, tato, dor, equilíbrio, olfato, gustação e maneira de manter o corpo.

A fala e a linguagem no autista estão ausentes ou consideravelmente atrasadas, com uso de palavras sem associação com significado. Certas áreas específicas do pensar estão presentes ou não. O ritmo da fala é imaturo e a compreensão das idéias é restrita. O autista não se relaciona normalmente com objetos, eventos e pessoas.

De acordo com a OMS, os critérios aceitos para o diagnóstico de autismo são, em primeiro lugar, lesão marcante na interação social e comunicação recíproca da criança, padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento, além de terem sido notadas anormalidades de desenvolvimento nos primeiros três anos de vida.

Boa parte dos autistas apresenta séria ausência de coordenação motora fina, o que pode ser compensado, ao longo dos anos. Em geral, os estudantes autistas desenvolvem soluções de escrita diferentes das ensinadas nas escolas tradicionais. Em contrapartida, a coordenação motora ampla costuma ser muito superior à média, o que faz de muitos autistas bons atletas.

Um sintoma característico dos autistas é a repetição exaustiva de uma situação. De acordo com especialistas, os autistas de alto desempenho elaboram o mundo desta forma, encontrando assim um jeito de se comunicar com este mundo.

Fonte: Boa Saúde

Daniela Bolzan.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Os Autistas pensam semelhante aos animais! Por Temple Grandin ( Daniela Bolzan)

Os animais pensam? Sim. Como os autistasTemple Grandin, pesquisadora norte-americana, afirma que os mecanismos do "pensamento" animal são os mesmos das pessoas autistas.




Estudiosa do autismo, a norte-americana Temple Grandin (ela própria autista) diz que sua forma de ver o mundo pode ajudar a compreender como pensam os animais. Ao comparar mecanismos do “pensamento” animal com os de autistas, ela aproxima os animais dos seres humanos e lança as bases de uma grande polêmica científica
Quem ainda não parou, tocado no fundo do coração, diante do olhar intenso e meigo de um cão labrador? Se você é ligado em animais, sejam selvagens ou domésticos, certamente já se pegou admirado diante de tanta expressividade e se perguntou: será que eles pensam? E, se pensam, o que pensam? Para a ciência, essa também é uma pergunta recorrente, origem de inúmeras pesquisas, centenas de dúvidas e muitas, muitas controvérsias. Uma delas diz respeito aos novos estudos realizados pela pesquisadora norte-americana Temple Grandin.
Recentemente, ela sacudiu os meios acadêmicos ao afirmar não apenas que os animais pensam, mas também ao lançar uma teoria para explicar como eles o fazem. Mais que isso: Temple deixou cientistas de cabelo em pé quando comparou a mente de um animal à mente de um ser humano autista. Para ela, animais e pessoas com autismo têm a mesma forma de ver mundo e os mesmos mecanismos de “pensamento”.
Absurdo? Pode parecer, embora boa parte dessa polêmica seja amenizada diante do fato de que a própria autora dessa teoria é autista e conhece o assunto de um ponto de vista muito particular, único na história da ciência. Aos 62 anos, Temple faz parte de uma estatística que aponta 20 casos a cada 10 mil pessoas (quatro vezes maior nos homens, de acordo com a Sociedade Americana de Autismo), com vários níveis de comprometimento do cérebro. No caso da pesquisadora, o autismo manifestou-se num grau considerado baixo, o que permite que ela leve uma vida muito próxima dos padrões de normalidade, interagindo perfeitamente com o mundo que a cerca.
O termo autista, que provém do grego (autos significa “de si mesmo”), foi usado pela primeira vez em 1906, pelo psiquiatra Plouller, mas foi entre 1943 e 1944 que os pesquisadores Leo Kanner e Hans Asperger lançaram as bases para o estudo mais sistemático do problema. Hoje, o que se sabe é que o autismo é um transtorno definido por disfunções físicas no cérebro, ocorridas antes dos 3 anos de idade, e caracterizado por perda da comunicação, distúrbios nas habilidades físicas e linguísticas, e em dificuldades na interação social.
Fonte: Revista Planeta

sábado, 17 de março de 2012

Uma História muito emocionante, relato de uma irmã que aprendeu a amar seu anjo Azul com todo o amor do Mundo.(Daniela Bolzan - Por Angela Rodrigues)

 
 
 
O que posso dizer sobre o tempo em que convivi com meu irmão?

Aprendi, desde ce
do a brigar por ele. Quando saíamos na rua e alguém debochava do seu jeito especial, único, eu partia pra cima.
Ele era o caçula, temporão. E me destronou. Mas, apesar do ciúme que senti com a sua chegada, eu o amava tanto... até aceitava dividir meu "reinado" com ele.

Aprendi que existem várias formas de se comunicar com alguém. E que, quando a gente ama, o nosso coração acha o "caminho".
Ele não falava, mesmo assim, conseguíamos nos entender.

Aprendi a sentir o amor de mãe. Apesar de ainda não o ser, o amor que exalava por todos os poros de nossa mãe por esse caçulinha, contagiava... Deixava super claro o QUANTO ele era amado.

Aprendi a respeitar todas as diferenças. E que, apesar de diferentes, para Deus somos todos iguais: Seus filhos amados.

Aprendi, infelizmente, que a falta de informação é cruel.
Sei que todos nós temos o nosso tempo determinado por Deus na Terra e, que, quando chega a nossa hora, não tem outro jeito. Mas a informação pode fazer coisas maravilhosas como inclusão, desenvolvimento, qualidade de vida...

Meu caçulinha foi para os braços de Deus no dia 27 de outubro de 2011, aos 27 anos. Pude fazer pouco por ele, pois me faltava informação. Mas quero fazer por todos aqueles que enchem suas famílias de alegrias com suas particularidades.
Vamos lutar por mais informações. Vamos lutar por mais cuidados. Vamos lutar por nossas crianças, que tornam especiais as nossas vidas. Angela Rodrigues,
______________________________________________________
Caros Amigos leitores, eu Daniela Bolzan fiquei muito emocionada com esse relato, pois é justamente o que está acontecendo infelismente com muitas pessoas que passam por nossos caminhos, falta informação. Muitas vezes alguém compartilha algum momento de meu filho e imaginam que é birra , que ele não está sendo educado da maneira correta. Uma vez até ouvi de um senhor em um, supermercado enquanto aguardava na fila que meu filho era birrento, na mesma hora olhei para ele e disse que ele estava agindo daquela forma porque sente medo de lugares diferentes, ele é autista, na mesma hora a fisionomia das pessoas na fila mudou, e muitos até nem entenderam o que significava auitsmo. Por isso montei esse blog e por isso que luto tanto e divulgo tanto sobre autismo e sei que muitos pais e familiares também de uma forma ou de outra divulgam o que é autismo, tudo isso somente para informar e obter dessas pessoas apenas o respeito aos nossos anjos.
O relato dessa irmã que amou sem limites e com o coração puro e cheio de dedicação nos mostra que mesmo não tendo a informação necessária sobre esse transtorno de desenvolvimento (que é o autismo) ela encontrou um caminho para amar, respeitar e fazer com que seu irmão querido se sentisse tranquilo e acolhido, e também mesmo ele não falando nada ela encontrou o caminho para se comunicar com ele. Essa é a pura reslidade de quem convive com alguém especial, pode-se entender tudo mesmo não falando nenhuma palavra, somente com a direção de um  olhar. Essa semana eu ouvi uma frase que dizia: " A maior prova de amor é dita no silêncio de um olhar". é a pura verdade. Aprendemos a viver o amor e o que é amar com esses nossos anjos lindos E POR ISSO SOMOS TÃO ESPECIAIS POIS FOMOS ESCOLHIDOS POR DEUS ... VAMOS LUTAR PARA LEVAR MAIS INFORMAÇÕES SOBRE AUTISMO PARA AS PESSOAS QUE AINDA NÃO SABEM O QUE SIGNIFICA E QUE DEUS CONFORTE O CORAÇÃO DESSA IRMÃZINHA TÃO QUERIDA QUE AMOU SEU QUERIDO IRMÃO E CONTINUA AMANDO-O MESMO APÓS O FIM DE SUA VIDA... Força sempre...Estamos juntas nessa caminhada...
Obrigada
Daniela Bolzan

domingo, 4 de março de 2012

Cérebro de autistas tem alterações aos 6 meses de idade - ( Daniela Bolzan)

Um novo estudo feito na Universidade da Carolina do Norte descobriu diferenças significativas no desenvolvimento do cérebro aos seis meses de idade em crianças com alto risco que desenvolveram autismo mais tarde, comparado às crianças de alto risco mas que não tiveram a doença diagnosticada.

"É uma descoberta promissora", diz Jasno Wolff, líder do estudo. "Neste ponto, é um passo preliminar mas enorme em direção ao desenvolvimento de um biomarcador para risco para diagnosticar a doença", acrescenta.

O estudo também sugere que o autismo não aparece repentinamente nas crianças pequenas, mas se desenvolve ao longo do tempo durante a infância. Isso aumenta a possibilidade "de sermos capazes de interromper o processo com uma intervenção adequada", diz.

Os resultados são os mais recentes do estudo em andamento Infant Brain Imaging Study (IBIS). Os cientistas avaliaram 92 crianças que tinham irmãos mais velhos com autismo e que, portanto, eram considerados de alto risco para a doença. Eles passaram por exames de ressonância magnética aos 6 meses de idade e testes de comportamento aos 24 meses. A maioria também passou novamente por exames de imagem aos 12 e 24 meses.

Com dois anos de idade, 28 crianças (30%) preencheram os critérios desordens do autismo, enquanto 64 (70%) não. Os dois grupos tinham diferenças no desenvolvimento das fibras da substância branca - que conectam regiões do cérebro.

"A evidência, que implica múltiplos caminhos de fibras, sugere que o autismo é um fenômeno do cérebro todo e não de regiões isoladas", diz Wolff.

Fonte: Saúde Pesquisas.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Benefício dos tablets na vida de crianças autistas, a esperança que surge através da tecnologia com resultados excelentes e milagrosos (Daniela Bolzan- Murilo Queiroz)


Agora vamos ler a segunda colna de Murilo queiroz, cientista da computação que encontrou no tablet a melhoria de seu filho de 4 anos de idade  que também é porttador de autismo.
Fiquem a vontade para comentar.

Abaixo as palavras de Murilo Queiroz:

Primeiro precisamos definir o que é um tablet (palavra em inglês que significa“tabuleta” ou “prancheta” – e não “tablete”!). Um tablet é qualquer computador que seja composto apenas de uma tela do tamanho de um livro (ou maior) e que para ser usado não precise de teclado, mouse ou outros dispositivos de entrada tradicionais. Ao invés disso, é controlado por toques (dos dedos ou de uma pequena caneta) na tela.

É justamente não precisar de mouse, teclado ou inúmeros botões que torna os tablets tão intuitivos, e por isso muito interessantes, especialmente para autistas. Tocar diretamente as figuras ou arrastá-las com o dedo são tarefas extremamente simples, rapidamente assimiladas.

O tablet mais famoso do mundo é, sem dúvida, o iPad, fabricado pela Apple, mas existiram muitos antes dele (como o Newton, produzido pela própria Apple em 1993 e considerado um fracasso!) e hoje há inúmeros modelos, de diferentes marcas e preços. Quase todos podem ser uma ferramenta interessante e divertida tanto para crianças com autismo quanto para o dia a dia de pais e cuidadores, e praticamente tudo que se fala sobre “iPad e Autismo” se aplica a esses outros tablets também.

O Sistema Operacional

Já sabemos que um tablet é um tipo de computador, e todo computador precisa de um sistema operacional (SO), que é o programa principal, responsável por controlar a execução de todos os outros. Ao ligar um computador ou tablet a primeira coisa com que se tem contato é o SO; é ele que dá “a cara” ao computador, e é através dele que realizamos todas as tarefas.

O sistema
operacional mais usado e conhecido é o Windows, produzido pela Microsoft e presente na maioria dos computares de mesa e notebooks. Ele é tão comum que às vezes é confundido com o próprio computador, mas existem alternativas: os computadores produzidos pela Apple (chamados Macs), por exemplo, não rodam Windows, mas um sistema da própria Apple (o Mac OS X). Um outro sistema operacional conhecido é o Linux, que é totalmente gratuito por ser software livre (o que significa que qualquer pessoa tem acesso aos detalhes do seu funcionamento interno e é livre para fazer modificações e melhorias nele, algo que o torna extremamente interessante para profissionais da área, estudantes e curiosos).

Um ponto importante é que programas (como um editor de textos ou o navegador que usamos para acessar a Internet) são feitos para sistemas operacionais específicos. Um programa feito para Windows não vai funcionar em um computador da Apple, ou em um computador idêntico mas que esteja rodando o sistema operacional Linux. Dessa forma, o sistema usado por um computador ou tablet determina quais programas vão funcionar nele.

Modelos de Tablets e seus Sistemas Operacionais

tablets2-siteWindows (Microsoft)

Vimos que o Windows é um sistema operacional muito conhecido, e que programas para ele vão rodar em quaisquer computadores que o usem, mas será que existem tablets com Windows?
A resposta é sim! Antes da febre do iPad existiram muitos modelos assim, mas hoje são bem mais raros. Na prática eles são notebooks com tela de toque, e por isso compartilham as mesmas qualidades e defeitos dos notebooks.
Por rodarem Windows são compatíveis com praticamente todos os programas que já usamos nos computadores de mesa, o que é ótimo, mas também por isso acabam sendo raros os programas feitos especialmente para o uso com toque. Como o Windows não foi feito para tablets, muitas vezes usar aplicativos sem o teclado físico é algo desajeitado, e a própria interface sempre nos lembra que foi feita pensando em um mouse, e não nos dedos!
Além disso, por serem derivados de notebooks esses tablets costumam ser tão caros e tão pesados quanto um notebook, o que prejudica bastante a mobilidade (e autonomia, já que a bateria não dura muito). Dois modelos que chegaram a fazer sucesso foram o Dell XT2 e o HP Slate 500. O site http://www.openautismsoftware.org possui alguns programas gratuitos, voltados para o autismo, específicos para esses tablets.

iOS (Apple)

Como já mencionamos a Apple utiliza em seus computadores de mesa e notebooks um sistema próprio, o Mac OS X. Durante o desenvolvimento do iPhone esse sistema foi fortemente modificado e adaptado de maneira a funcionar bem em um telefone celular. O sucesso fenomenal do iPhone, que inaugurou a febre dos chamados smart phones (telefones celulares com acesso a Internet e capazes de executar um grande número de programas sofisticados) tornou essa versão, rebatizada de iOS, muito popular. É importante notar que o iOS ficou tão diferente do Mac OS X que programas para computadores comuns da Apple não funcionam nele.
Além do iPhone, a Apple também produz o iPod Touch, que nada mais é que um “iPhone sem o celular”, o que faz bastante sentido, já que muita gente usa o iPhone não para fazer ligações mas para jogar, acessar a internet, assistir a vídeos e ouvir música. O iPod Touch roda o mesmo sistema do iPhone, e como já vimos, isso faz com que todos os programas para iPhone funcionem no iPod Touch e vice-versa.
O iPad, por sua vez, nada mais é que um “iPod Touch grande”. A tela bem maior trouxe diversas novas oportunidades, é claro: é muito mais confortável ler uma revista digital no iPad que no iPhone ou iPod, mas fora a tela grande, o funcionamento é exatamente o mesmo.
O importante a notar aqui é que a maioria dos programas voltados para autismo funciona tanto no iPad quanto no iPod Touch, que é menor e muito mais barato, porque todos eles são para o iOS!

Android (Google)

Da mesma forma que a Apple usou um sistema operacional de computadores de mesa para criar um exclusivo para tablets, o gigante da Internet Google também se baseou num sistema já existente. Como o Google não possui um sistema operacional próprio (como a Microsoft e a Apple) ele preferiu adotar o Linux, livre e que pode ser modificado à vontade.
Assim como ocorreu com o iOS o sistema para tablets criado pelo Google ficou tão diferente do Linux original que recebeu um novo nome: Android. Assim como o Linux o Android também é software livre, e pode ser distribuído e modificado. Isso causou um efeito interessante: diversos fabricantes, partindo dos líderes de mercado como Samsung e Motorola e indo até pequenas marcas chinesas praticamente desconhecidas passaram a produzir smartphones e tablets Android. Recentemente a Amazon lançou um tablet Android também, o novo Kindle Fire, bem diferente e voltado aos livros e outros serviços (como a venda de livros digitais, os ebooks) da Amazon.

Por causa disso há uma enorme variedade de dispositivos Android, que variam de celulares baratinhos até tablets tão ou mais sofisticados e caros que o próprio iPad. Seguindo a regra que já mencionamos, os programas feitos para Android vão funcionar na maioria dos dispositivos que usam esse sistema. O problema é que a variedade de equipamentos é tão grande que os dispositivos acabam ficando muito diferentes entre si, com relação a velocidade, memória, tamanho da tela e outros recursos. Além disso, há várias versões diferentes do Android: as mais comuns são a 2.2 e 2.3, usadas em celulares e em tablets baratos, e a 3.0 e 3.1, específicas para tablets.
Na prática, devido a essa variedade (chamada também de fragmentação e que muitos consideram a maior fraqueza do Android), nem todos os programas vão funcionar, qualquer que seja seu dispositivo. É claro que um tablet grande e caro, como por exemplo o Samsung Galaxy Tab 10”, Motorola Xoom ou Acer Iconia tem mais chances de ser capaz de rodar tudo. E a quantidade total de programas para Android, apesar de vir crescendo muito, ainda é bem menor que a de programas para iOS.
Ao mesmo tempo, tablets baratos como o Coby Kyros (que pode ser encontrado por menos de R$ 300, cinco vezes menos que um tablet topo de linha) são capazes de rodar uma grande quantidade de programas, inclusive a maioria dos voltados ao público infantil (ou autista). Não ficam tão rápidos (ou, às vezes, tão bonitos), mas funcionam.

E afinal, qual tablet comprar?

Como vocês podem imaginar, essa é uma decisão difícil; com certeza há razões para discordar de qualquer sugestão que eu possa dar! Ainda assim, arrisco-me a dar umas dicas, e receberei com prazer sugestões e críticas na seção de comentários.
O tablet ideal para você depende, basicamente, do seu perfil:
Se seu orçamento é mais generoso vale a pena investir num tablet sofisticado, e aí a decisão fica entre o iPad e um tablet Android topo de linha, como o Samsung Galaxy Tab de 10 polegadas. Escolha o iPad se tecnologia não é sua praia, já que o Android pode ser um pouco menos amigável, especialmente no início.
Na faixa de preço mediana você pode escolher entre um iPod Touch, que é do tamanho de um celular, ou Samsung Galaxy Tab (de 7”). Se você fizer questão de uma tela maior mas não pode pagar muito, a alternativa é o Coby Kyros de 10”.
Se a idéia é gastar o mínimo, compre um tablet Android de entrada. Tenha em mente que ele naturalmente é mais limitado que um iPad ou Android 3.0 (não dá para comparar um carro 1.0 com um sedã de luxo!), mas ainda assim é prático e vai rodar a maioria dos aplicativos que nos interessam. Nessa vale a pena procurar o Coby Kyros de 7”. Uma outra possibilidade é o Kindle Fire, da Amazon, mas é importante lembrar que ele é bem diferente, sendo provavelmente ainda mais incompatível com a maioria dos programas já existentes.
Por Murilo Queiroz. publicado em Revista autismo em Abril de 2011- reproduzido por Daniela Bolzan sem grandes alterações..

Tecnologia - decifrando as letrinhas dos tablets. ( Daniela Bolzan- REVISTA AUTISMO)


Por Murilo Queiroz.
Olá queridos leittores, hoje vou reproduzir as duas colunas do Murilo, ele percebeu a importância da informática e uso de tablets e ipods na melhoria das terapias feitas com crianças diagnosticadas autistas, vamos ler a primeira coluna publicada em abril do ano de 2011. segue abaixo:

Primeira coluna;

Como pai do Max, um menino autista de 4 anos de idade, e cientista da computação, é natural que um dos meus principais interesses seja o uso de novas tecnologias voltadas para auxiliar a educação formal e informal, a comunicação e o convívio social dos autistas.
A cada dois anos o renomado Massachusetts Institute of Technology (MIT) oferece uma disciplina chamada “Autism Theory and Technology”, cujo principal objetivo é justamente explorar as possibilidades do uso de tecnologia, especialmente programas de computador (software) e dispositivos (hardware) para melhorar a qualidade de vida dos autistas e nossa compreensão do autismo propriamente dito. Também há iniciativas acadêmicas nessa direção no Brasil, mas ainda são muito raras, e dificilmente as soluções propostas pelo mundo acadêmico se transformam em produtos acessíveis ao usuário final (pais, professores, cuidadores e, é claro, os próprios autistas).

Felizmente isso vem mudando, e a cada dia vemos mais softwares específicos para autismo sendo disponibilizados. O lançamento do iPad, da Apple, um computador em formato de “tablet” (ou prancheta) operado exclusivamente com as mãos (não é preciso mouse ou teclado) e capaz de exibir gráficos de excelente qualidade chamou a atenção de entusiastas do mundo todo.
Em agosto de 2010 foi publicada no San Francisco Weekly uma reportagem de grande repercussão, que relatava alguns casos de sucesso em que pais de crianças autistas utilizam programas específicos com resultados surpreendentes. Isso gerou uma enorme onda de interesse; afinal o que o iPad teria de “mágico” e como ele poderia ajudar em casos de autismo? Valeria a pena um grande investimento num aparelho caro (um iPad custa o mesmo que um bom notebook) e frágil? E o que se faz com ele?
O “segredo” está, certamente, não apenas no dispositivo em si, mas nos programas utilizados. Muitos deles podem ser obtidos gratuitamente, enquanto outros podem ser comprados (com preços variando de razoáveis um ou dois dólares até várias centenas, em alguns casos) e instalados pelo próprio usuário, através da App Store (uma loja virtual de programas para os dispositivos da Apple). Essa é a primeira grande dificuldade dos pais interessados, já que nenhuma dessas aplicações está disponível em português, e nem sempre é fácil adquirir o software devido a sua indisponibilidade no Brasil.
A utilidade e adequação dos programas também varia bastante. Alguns são usados como auxiliares na comunicação baseada ou inspirada no PECS (Picture Exchange Communication System, “Sistema de Comunicação por Troca de Figuras”). O interessante é que muitos desses programas, além de já trazerem um grande número de figuras prontas para serem usadas, também permite que os pais incluam as suas próprias fotografias e gravações com a própria voz, personalizando a aplicação com elementos do dia a dia do autista (e reduzindo o problema da aplicação não ter uma versão em português).
Outras aplicações são atividades pedagógicas mais específicas e tradicionais, para o ensino de cores e formas, letras e números, e formação de palavras. Também há aplicativos para trabalharem dificuldades específicas dos autistas, como reconhecer expressões faciais e para exprimir seus próprios sentimentos (selecionando de forma visual figuras que representam alegria, medo, irritação, etc.).
E às vezes aplicações comuns, feitas sem o autismo ou educação formal em mente, tais como jogos e aplicações musicais (que permitem ouvir e compor músicas) podem servir como um excelente reforçador em contextos como a ABA (Análise Aplicada de Comportamento, uma abordagem baseada em psicologia comportamental bastante bem-sucedida com autistas).
Mas não existe um “pacote pronto” ou um “iPad para Autistas”. O caminho mais comum é simplesmente fazer o download de várias aplicações diferentes, e explorá-las junto com a criança, numa atividade em conjunto com os pais, avaliando o interesse e a utilidade de cada uma. Algum conhecimento dos fundamentos teóricos em que se baseiam os programas – especialmente os relacionados a ABA e PECS – também pode ser útil.
Os recursos disponíveis ainda são precários, mas são os primeiros passos em uma área muito promissora!
Murilo Saraiva de Queiroz, 33 anos, é cientista da computação, mestre em engenharia eletrônica, e trabalha com o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias na Igenesis. Ele mora em Belo Horizonte (MG) com sua esposa Cyntia, psicóloga, e seu filho, Max, de quatro anos, autista.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Grande INDIGNAÇÃO, mais uma situação vergonhosa de preconceito e FALTA DE VERGONHA DE ALGUNS PROFISSIONAIS... Uma história triste e inconformável...( Por Karen Souza - mãe de Gustavo Autista de 6 Anos)

Iniciaremos este post  com uma história de muita tristeza, onde deveria haver solidariedade, compaixão e no mínimo respeito houve grosseria, preconceito e falta de profissionalismo. Leiam amigos leitores e ajudem a divulgar esta causa CONTRA O PRECONCEITO E APENAS UM POUQUINHO DE RESPEITO QUE DEVERIA ACONTECER NESSA SITUAÇÃO.

Enviado por Karen Souza;
Inicio estas linhas com um acontecimento muito triste, pois estamos sozinhos nesta luta, o que nos dizem que temos direito em momento algum foi aplicado a mim e meu filho no dia de ontem( 21-02-2012) . Pois bem, resolvi ir a Limeira cidade em que minha sogra mora. (Limeira se destaca por ser pólo de jóias e bijuterias) No caminho da casa da minha sogra têm diversas lojas, mas por ser carnaval, somente algumas estavam abertas, eu escolhi a loja maior que vi  pois pensei que teria muito mais variedades;  minha filha Giovanna adora brincos e pulseiras, e fomos nós às compras.
 Quando entramos tudo estava normal, o Gustavo, de 6 anos autista foi fazer o que sempre faz, andar por toda loja para conhecer o ambiente e eu fui escolher as peças, uma vendedora muito atenciosa estava me ajudando a escolher e ficar de olho nas crianças, uma vez que estava o Gustavo e a Giovanna andando pela loja.
 Logo já percebi uma mulher chamando a atenção do Gustavo, eu fui lá com toda calma e pedi para que ela entendesse, que ele era especial, por isso não parava de andar pela loja. A mulher fez uma cara e ficou por ali perto de Gustavo.
Voltei então a escolher as peças,  sempre de olho nele. Por ser uma loja de bijuterias e não de porcelana eu fiquei mais a vontade, pois não tinha o que ele  pudesse quebrar.
Mais uma vez escutei a mulher perguntando: "Quem é a mãe desta criança que não cuida dele?".Eu voltei mais uma vez  e conversei com ela.  Ela me falou que ele estava com 2 caixinhas de brincos na mão ( aquelas de camurça), ela dizendo que as caixas quebravam;Então eu pedia a ela que deixasse as caixinhas que eu iria comprá-la e disse que qualquer coisa que ele quebrasse eu compraria di delicadamente para deixar o menino em paz, pois ele estava ficando nervoso,(OS AUTISTAS REAGEM COM MUITO NERVOSISMO QUANDO PERCEBEM QUE ALGO PODE INCOMODAR O QUE ESTAVA FAZENDO). Logo veio um rapaz me chamar a atenção de novo dizendo  que eu deveria segurar o meu filho, etc.
 Eu me cansei e falei para a vendedora; "Já que eu não posso escolher, não vou levar mais nada, me desculpe faz ervocê perder seu tempo", fui ao encontro do Gustavo e da Giovanna, devolvi uma bolinha que estava na mão dele e falei para a cvendedora, "Me desculpe, ele tem dificuldades para entender por isso ele anda e segura algum objeto". 
A mulher teve a coragem de olhar na minha cara e dizer; " Já que é assim, não traga ele, pois não posso deixar ele quebrar a loja" (ELE NÃO QUEBROU NADA) eu falei "você precisa ter calma e paciência no jeito que trata as pessoas, pois graças a Deus ele não aparenta ser especial". Ela continuava ironizando dizendo" não posso fazer nada, você tem que cuidar do seu filho."
 Eu pensei como é possivél esta mulher  me tratar assim, e ninguém vai fazer nada?. Eu me dirigi ao caixa e pedi que chamassem a gerência;  Veio a mesma  mulher que estava maltratandoo Gustavo ,( eu fiquei muito nervosa, e me alterei,).  Eu falava; "Como pode uma Gerente tratar tão mal um cliente especial, que para ela não servia para nada, pois o consumidor têm direitos, e ela estava sendo mal educada e preconceituosa".
A mulher ficava o tempo todo com uma risadinha para mim, dizendo que ele estava quebrando e que não podia, ai eualterada disse mais uma vez que  que eu tinha  falado que se ele quebrasse qualquer coisa eu pagaria, e que não precisava nos tratar como criminosos.
Tinha 3 pessoas nos empurrando para a porta, eu falei que se ali não tinha ninguém a meu favor, então eu chamaria a policia, e foi o que eu fiz.
Eu estava em uma cidade desconhecida, sozinha com as crianças.
Quando a viatura chegou eles me ouviram, e nada se resolveu, eu falei para a policial, quero pagar o que ele quebrou, a Gerente disse que deixasse pra lá, eu falei, não eu quero pagar, é minha obrigação, e nada, enfim ELE NÃO QUEBROU NADA, A JUSTIÇA, POIS O PRECONCEITO ESTA EM TODO LUGAR, E PELO QUE EU SE FUI MUITO MAL ATENDIDA PELA POLICIA, ELES DIZIAM QUE O PRECONCEITO ESTAVA NA MINHA CABEÇA, ETC... A POLICIAL ME ORIENTOU A FAZER O B.O NA QUINTA FEIRA 23-02-12 . ESTAMOS MAIS SOZINHOS DO QUE NUNCA. QUERIA SABER QUAIS SÃO OS DIREITOS NESTE CASO, POIS ELA MENCIONOU VARIAS VEZES QUE O MENINO DEVERIA FICAR EM CASA, JÁ QUE ELE ERA AUTISTA, E NOS COLOCANDO PARA FORA DA LOJA. OS POLICIAIS TAMBÉM FALARAM ISSO, AO INVÉS DE FICAREM DO MEU LADO QUE ERA A PARTE LESADA ELES ESTAVAM DANDO RAZÃO PARA A LOJA. QUANTO AO ATENDIMENTO POLICIAL EU JA SEI O QUE FAZER, VOU ATÉ O BATALHÃO FAZER UMA QUEIXA AO CAPITÃO, AGORA QUANTO A LOJA O QUE EU POSSO FAZER?

Karen Souza - mãe de Gustavo autista de 6 anos.
__________________________________________________________________________________

AGORA COLOCO AQUI MINHA INDIGNAÇÃO. EU, DANIELA BOLZAN TAMBÉM MÃE DE UM AUTISTA, JA PASSEI MUITAS VEZES POR SITUAÇÕES SEMELHANTES, MAS PERCEBO QUE AS PESSOAS ESTÃO CADA VEZ MENOS INFORMADAS SOBRE ESTE PROBLEMA, OU MELHOR, ASSUNTO. RECONHEÇO REALMENTE O QUE A KAREN DISSE, POIS EM MUITAS SITUAÇÕES AS PESSOAS PRESENCIAM NOSSOS FILHOS AUTISTAS GRITANDO E NERVOSOS E ACHAM QUE É APENAS UMA CRISE DE BIRRA, QUE NÃO EDUCAMOS ELES DA MANEIRA CORRETA. SÓ QUE DIGO COM TODA CERTEZA. NÓS FAMILIARES DE AUTISTAS SABEMOS QUE É MUITO ALÉM DO QUE ESSAS PESSOAS SEM INFORMAÇÃO PENSAM, PRINCIPALMENTE ESSES PROFISSIONAIS DEVERIAM REVER AS LEIS QUE INCLUEM CRIANÇAS E ADULTOS COM QUALQUER TIPO DE DEFICIÊNCIA E QUE DEVEM SER TRATADO SENAO DA MELHOR FORMA  POSSÍVEL, MAS NO MÍNIMO GENTILMENTE. POIS DIGO AQUI E REPITO, PODEM POLICIAIS PENSAREM QUE PODEM TUDO, GERENTES DE LOJAS ACHAREM QUE PODEM MAIS DO QUE UMA CRIANÇA NERVOSA E COM AUTISMO, MAS NÃO PODEM MAIS DO QUE DEUS E A JUSTIÇA. PORTANTO FAÇAM A PARTE DE VOCÊS PROFISSIONAIS, POIS NÃO É PORQUE TEMOS FILHOS AUTISTAS É QUE VAMOS DEIXÁ-LOS TRANCADOS EM CASA, MAS SIM VAMOS MOSTRA-LO A TODOS COM TODO AMOR E CARINHO E PRINCIPALMENTE ORGULHO QUE TEMOS EM TER NOSSOS ANJOS POR PERTO... E FAREMOS ISSO ENQUANTO VIVERMOS, POIS SE NÓS MÃES, PAIS, AMIGOS E FAMILIARES DE AUTISTAS FOMOS ESCOLHIDOS A DEDO POR DEUS PARA RECEBÊ-LOS EM NOSSA VIDA, PODEM TER A CERTEZA DE QUE VAMOS DEFENDÊ-LOS COM TODA FORÇA DO MUNDO E NÃO TENTEM ACHAR QUE ESTAMOS FAZENDO ALGO IRREAL, POIS DEUS, NOSSO PAI, ESTÁ DO NOSSO LADO E KAREM JAMAIS SE SINTA SÓ, POIS ESTAMOS TODAS JUNTAS, SE NÃO PODEMOS ESTAR PERTO UMA DAS OUTRAS PARA APOIARMOS NOSSOS PROPBLEMAS E FRUSTRAÇÕES  PODEMOS FICAR PRÓXIMAS PELO RÁPIDO CHAMADO DA INTERNET.
EU SOU MÃE SOLTEIRA, E TENHO ORGULHO DE TER UM FILHO ESPECIAL, AMO ELE COM TODO O MEU CORAÇÃO E SEI QUE O SENHOR RESERVA ALGUÉM PARA MIM QUE TAMBÉM AMARÁ MEU FILHO COM TODA SUA ALMA...
INCLUIR SEMPRE IREI, LEVO MEU FILHO PARA TODOS OS LUGARES, É CLARO QUE EM ALGUNS LUGARES ELE NAO QUER ENTRAR, MAS NÃO VOU ESCONDER MEU FILHO EM CASA COMO ESSA VENDEDORA DISSE JAMAIS. POIS PARA MIM ELE É O MEU DIAMANTE, O DIAMANTE QUE DEUS ME PRESENTEOU PARA SER LAPIDADO COM A AJUDA DE NOVAS PESSOAS IMPORTANTES QUE SURGIRAM NA MINHA VIDA.
SE ESSE ARTIGO FOR LIDO POR ALGUM POLICIAL, OU VENDEDOR DE ALGUMA LOJA, SEJAM DIFERENTES NA MANEIRA DE AGIR COMO ESSES VENDENDORES; AJAM COM CORDIALIDADE, POIS NÃO É SEU CHEFE, OU GERENTE QUE ESTARÁ TE ASSISTINDO , MAS SERÁ DEUS QUE LÁ DO ALTO FICARÁ ORGULHOSO DE VER UM FILHO DELE SEGUIR AS REGRAS DE GENTILEZA E DE RESPEITO COM O PRÓXIMO, MESMO QUE ESSE PRÓXIMO SEJA ESPECIAL OU NÃO, MAS COM CERTEZA A SUA PARTE VOCÊ ESTARÁ FAZENDO E ASSIM VAMOS MELHORANDO NOSSO PLANETA...DEUS OLHA VOCÊ, PORTANTO JAMAIS TENTE SER MAIS DO QUE ELE...

Daniela Bolzan... Preconceito jamais... gentileza sempre....

sábado, 26 de novembro de 2011

Opinião sobre preconceito de Keyla Paim - Mãe de Samuel - Autista de 3 Anos e 8 meses - Goiânia - GO.


Na maior parte das vezes, a sociedade não está preparada para conviver com pessoas autistas . É frequente encontrarmos um pouco por todo o mundo crianças fora do sistema de ensino uma vez que a sociedade não apresenta as melhores condições de acompanhamento para estes, assim sendo, o direito à educação não está sendo respeitado. Para além disso, a maneira que os Autistas são tratados não é necessariamente o que necessitam.
Os Autistas, ainda mais que os deficientes físicos e sensoriais, são alvo de um maior preconceito. Geralmente é lhes negado o acesso em escolas, uma vez que tê-los na escola seria um enorme encargo. A maior parte das escolas que aceitam Autistas, não sabem lidar com a situação, nem tão pouco se interessam. Não existem instrumentos específicos para educá-los. Grande parte dos Autistas ficam em casa aos cuidados da família.
Apesar de estarmos no século XXI, infelizmente, o preconceito continua a ser uma constante nas nossas vidas, sobretudo nas pessoas que são, por assim dizer, diferentes de nós, no sentido de não terem a mesmas capacidades físicas, sensoriais, intelectuais ou psíquicas.
Preconceitos inofensivos não existem, todos os preconceitos machucam. Uma palavra maldosa, escrita e oral, ou uma imagem, quando não se refere diretamente a nós pode até parecer inocente, engraçada, nada preconceituosa etc. E quase nunca nos damos conta do quanto uma palavra ou imagem preconceituosa pode magoar os outros.
Keyla Paim
_____________________________________________________




E-mail de Keyla, mãe de Samuel de 3 anos de idade. ela nos relata a importância de respeitar, seja uma pessoa portadora de autismo ou qualquer outra deficiência. O preconceito não deve exixtir de nenhuma forma. Deve sim existir de todas as formas o amor, a paciência, a dedicação, muitas maneiras de demonstrar o amor que com certeza sendo expressadas não haverá espaço para o preconceito. Pense Nisso...
Abraços
Daniela Bolzan





sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Preconceito contra autista dentro da própria Família, uma triste realidade - (Daniela Bolzan)

Olá caros amigos seguidores.
Primeiramente peço desculpas pela demora para colocar posts. Agora o blog voltará a ser atualizado diariamente...
Vou reiniciar este nosso contato com um assunto que tem chamado muito minha atenção. É sobre as crianças autistas e o preconceito que as pessoas insistem em colocar em prática.
Conheci uma mãe (vou citar nomes fictícios),  Giovanna  que desconfiou  algo diferente em seu filho quando completava 1 ano e meio de vida. Ela me relatou que todos sempre, desde o nascimento de Rafael a trataram com amor, adoravam seu filho, o mimavam e sempre tentavam uma maneira de se aproximar dele. Ela me disse que todos achavam estranho ele não falar nenhuma palavra e não manter contato visual com outras pessoas, era muito nervoso, mas feliz da maneira dele. Se interessava muito por objetos redondos e giratórios, seus familiares não percebiam muito, mas achavam estranho ele não falar nada e não compreender as coisas.
Giovanna preocupada com a situação, procurou um médico, um psiquiatra infantil.
Chegando na consulta, ela disse ao médico como era Rafael, como se comportava e a maneira que ele interagia com as pessoas e crianças de sua idade, informou o médico também sobre a maneira que ele se alimentava, a seleção de alimentos e a fixação por rodas de carrinho. Para surpresa de Giovanna o médico a olhou e disse que o que Rafael apresentava era sintoma de Autismo. Giovanna saiu do consultório arrasada, não imaginava que seu filho era especial, ela não se conformava, pois seu filho tinha aparência de uma criança sem nenhum problema. Foram momentos difíceis.
Chegando em casa procurou seu esposo Gian para contar como tinha sido a consulta, sentaram-se no sofá e ela contou a ele, que para sua surpresa reagiu de uma forma muito triste, ele dizia que era culpa dela por Rafael ser uma criança especial, que isso não podia estar acontecendo, e por fim disse que era para ela se virar com Rafael, pois ele tinha a vida dele e não ia sair por aí mostrando aos amigos um filho com problema mental. Foi muito triste, ela chorou muito e ficava se questionando em seu interior como poderia ter acontecido tal barbaridade, não poderia imaginar que o pai de seu filho pudesse reagir de uma forma tão preconceituosa como foi.
Gian saiu de casa, foi viver sua vida sozinho.
Giovanna procurou ajuda sozinha.  Lia livros, internet, tudo que pudesse conhecer mais sobre autismo. Foi bom para ela, pois ela sempre dava apoio ao seu pequeno Rafael.
Então decidiu contar para a família, pois todos perguntavam o motivo que havia ocasionado a saída de Gian de casa. Giovanna então contou para seus familiares. Ela pensou que iria encontrar apoio e solidariedade na família, mas não foi bem assim. Eles reagiram de uma maneira parecida com a de Gian e começaram a questionar o motivo que Rafael era daquele “jeito”. Para eles ele era um deficiente mental que jamais iria falar nada, que não ia conseguir estudar e que não ia viver uma vida normal. Todos criticavam sem mesmo saber o que era Autismo.                                
Giovanna foi para casa arrasada.
Algum tempo se passou e para sua surpresa desde aquele dia que contou para sua família que Rafael apresentava sintomas autísticos ninguém mais se aproximou deles, seus familiares começaram a rejeitá-la e ignoravam Rafael totalmente.
Gian não deu mais notícias, sumiu no mundo, ninguém sabia por onde ele andava.                                                  
 Giovanna se dedicou inteiramente ao seu filho. Durante o dia enquanto trabalhava teve que deixar Rafael em um colégio, pois não tinha com quem contar, estava sozinha no mundo com seu filhinho, mas em momento algum pensou em desistir. Começaram então vários tratamentos para Rafael, uma busca incessante rumo à sua melhora, uma pequena maneira que fosse de se comunicar, de se alimentar adequadamente, de se socializar, aceitar as pessoas, animais de estimação, ambientes diferentes, etc.
Foram anos de luta e vitórias. Alguns anos se passaram. Hoje Rafael está com 3 anos e meio e vou contar-lhes os progressos deste pequeno autista.
Foi fechado o seu diagnóstico, mas para nossa alegria muitos progressos foram notados em Rafael.
Foi muito difícil para Giovana cuidar de seu pequeno garoto sem o pai por perto, ela conta que a maior mágoa que ela carrega no coração foi quando lembra que o pai disse que era para se virar com o filho e que não iria sair por aí mostrando um filho deficiente mental, isso doeu e dói ainda muito nela. Mas o importante é que Deus deu forças para seguir com sabedoria e paciência.
Durante as crises que Rafael apresentava e ainda apresenta ela nos conta que são momentos difíceis, que ela  sente seu coração sofrendo, um sofrimento sem fim em ver em seus olhinhos um nervoso que nem ele mesmo consegue saber o motivo. E diz novamente que não é nada fácil ser mãe de um autista e se encontrar sozinha no meio da multidão. A família faz muita falta nesses momentos, como faz falta seu esposo que poderia estar ajudando nesses momentos, como é triste, ela conta.
Rafael ainda não fala, mas entende tudo o que acontece, ele freqüenta uma associação para crianças deficientes chamada Renascer, aqui na cidade de São José do Rio preto, onde recebe atendimento adequado e estímulos para se adaptar ao mundo, as pessoas e crianças.
Rafael já consegue se socializar com algumas crianças que          antes se isolava, consegue fazer contato visual que também antes não conseguia, consegue tomar mamadeira segurando sozinho, o que também só fazia com ajuda da mamãe...
Giovanna se sente uma vitoriosa, pois ultrapassou  todas as barreiras para fazer mais feliz seu pequeno príncipe.
A família percebendo a evolução de Rafael  voltou a se aproximar . Giovanna ficou muito feliz e disse para todos que o preconceito faz mal para quem é ofendido, mas é pior ainda para quem o faz.
Gian, seu esposo, se arrependeu e vendo seu filho crescendo voltou para casa e pediu perdão, disse que havia errado muito e que queria que Deus o castigasse por isso. Mas quando se arrepende verdadeiramente de seus erros uma nova chance deve ser dada. E assim foi feito, a família voltou a ficar feliz e reunida.
Agora eu digo, o preconceito entre familiares de autistas não leva a nada , não consigo entender o motivo que levou essa família a agir desta forma. Crianças autistas são crianças amorosas, meigas e delicadas. Tem sim momentos de crises, nervosos, repulsa e raiva, mas tem também os momentos de riso, de aplauso e felicidade.
São crianças perfeitas fisicamente, mas com campo cerebral comprometido, uns com mais e outros com menos, mas todos com uma coisa em comum, A sinceridade no olhar, o amor incondicional, a força que foi doada e a força adquirida em sua simples maneira de interpretar o mundo, a  maneira que engloba  o mais lindo e perfeito significado da palavra amor. Amor que acolhe, amor que perdoa, amor que se doa, amor que recebe de braços abertos quem já errou um dia.
 Ter um autista na família ou conviver com um autista, não é preciso preconceito, nem exclusão, mas sim uma palavra simples que já engloba tudo. O amor, que completa tudo e silencia todas as coisas ruins quando se abre espaço para receber esses pequenos anjos em nossa vida...Respeitando, e tendo sempre as palavras chave que é necessário para conviver com uma criança autista. AMOR, DEDICAÇÃO, PACIÊNCIA, CARINHO E RESPEITO. Ame com todo o seu coração sua criança autista, ela é o anjo que Deus te enviou para deixar sua vida com muito mais brilho, luz e para te fazer uma pessoa mais que especial. Para espalhar esse brilho por onde quer que passe. E transmitir a pureza dos sentimentos mais puros que Deus criou.
Com carinho
Daniela Bolzan