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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Autista é esquecido em centro de reabilitação de Taboão da Serra, SP

25/09/2012 07h46 - Atualizado em 25/09/2012 08h15

Adolescente ficou trancado e sozinho por quase cinco horas.
Quando família foi buscar o rapaz, centro estava fechado.

Um adolescente autista foi esquecido nesta segunda-feira (24) em um centro de reabilitação social do Jardim Vitória, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Ele ficou trancado e sozinho por quase cinco horas.
A irmã contou ao Bom Dia São Paulo que uma van costumava levar o jovem para casa no fim da tarde. Funcionários do centro, entretanto, ligaram para a família informando que o veículo estava com problemas e que familiares teriam que buscar o rapaz. Quando eles chegaram ao centro, encontraram tudo fechado e entraram em desespero.

“Eu ligava para todo mundo da escola. Era inacessível. Eu não conseguia falar com ninguém”, disse Ariane Alves Moreno, irmã do adolescente.

A família ligou para a Polícia Militar e para a Guarda Municipal. Dois guardas foram até o centro de reabilitação. Desconfiados de que o adolescente pudesse estar ainda lá dentro,  eles pularam o muro.

“Quando o colega ligou a lanterna e o menino percebeu aquele sinal de luz, ele imediatamente abriu a cortina, se apresentou, em estado assim quase de desespero”, disse Glycon José Bernardes Junior, inspetor da Guarda Civil.

O jovem foi encontrado por volta da meia-noite. A família registrou ocorrência na Delegacia Central de Taboão da Serra.

Nas horas em que ficou sozinho no centro de reabilitação, o rapaz não tomou os remédios que costuma usar. Pouco antes de ir para casa, ele estava mais calmo e agradeceu aos guardas municipais.

A diretora do centro de reabilitação foi até a delegacia, mas saiu sem falar com a imprensa. Para polícia, ela disse que não foi trabalhar nesta segunda-feira porque estava com problemas pessoais. A Prefeitura de Taboão da Serra não havia se manifestado sobre o caso até as 7h30 desta terça-feira (25).

Fonte: G1.com

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Esperança sem Fronteiras... Nossa Vida é sem fronteira... Leia com Atenção..



Reuven Feuerstein era filho de um rabino da cidade romena de Botoani. Quando tinha 8 anos, um cocheiro analfabeto lhe pediu para que o ensinasse a ler a Torá, o livro sagrado dos judeus, em troca de seu relógio de bolso.

O cocheiro aprendeu a ler, mas o garoto não ganhou o relógio. Esta é a história da vida do psicólogo Feuerstein, hoje com 80 anos, e que no seu Centro Internacional de Desenvolvimento do Potencial de Aprendizagem, em Jerusalém, faz questão de não cobrar de seus pacientes.

Durante a segunda guerra mundial, ele estudava psicologia em Bucareste. Participou do movimento de resistência judeu, ajudando a enviar clandestinamente para a palestina crianças cujos pais tinham sido mandados para campos de concentração pelos nazistas.

Após a guerra, montou dois acampamentos para jovens traumatizados, sobreviventes do holocausto, que não iam bem na escola.

Na Suíça, em 1948, estudou com Jean Piaget, o pai da psicologia do desenvolvimento.

De volta a Israel, prosseguiu a trabalhar no seu método para ajudar deficientes mentais ou jovens de baixo rendimento.

Seu método ainda é visto com desconfiança em alguns círculos acadêmicos. Mas, o que é certo é que ele tem contribuído de maneira notável para a compreensão das habilidades e sua capacidade de modificação.

Enquanto muitos educadores acham que as crianças deficientes devem receber tarefas que não exijam muito, quase sempre manuais, Feuerstein desafia seus alunos com problemas intelectuais complexos.

Em dezembro de 1988, ele entrou em uma sala de aula da Universidade Barillan, próxima a Tellaviv.

"Podem me dar os parabéns", falou. "tenho o orgulho de anunciar que acabei de me tornar avô. Meu neto tem síndrome de Down."

Hoje, Feuerstein afirma: "eu sempre disse aos pais que o nascimento de uma criança com síndrome de Down era motivo de alegria, e não de tristeza".

Quando meu neto nasceu, aconteceu comigo. Muitas vezes eu havia me perguntado qual seria minha reação. Mas passei no teste. O menino é uma fonte de alegria para mim."

Aos 13 anos, ele está matriculado em uma escola comum.

Diz o avô: "ele vai crescer, casar-se e ter um emprego normal, como qualquer outra pessoa."

E quando lhe perguntam: "que tipo de emprego", responde depressa o sábio Feuerstein: "o de professor, talvez."

***

Todos somos irmãos, filhos do mesmo pai, conforme ensinou o mestre Jesus.

O psicólogo Feuerstein, em seu instituto, dá provas desta verdade. Por suas mãos, passam meninos novaiorquinos, como o pequeno Daniel, de 11 anos; o pequeno autista da Costa Rica; o inglês Alex que aos 8 anos teve removido o hemisfério esquerdo do cérebro e aos 19 anos, já aprendeu a ler e a fazer as operações matemáticas básicas.

Mais do que isto: o rabino permitiu que seu método, que visa melhorar a inteligência e a capacidade de aprendizado, fosse traduzido para 17 idiomas. E hoje já é ensinado em mais de 50 países, inclusive no Brasil.

No estado da Bahia, o curso de Feuerstein está sendo introduzido no currículo das escolas do ensino médio, com previsão de atingir, dentro de três anos, 600 mil alunos, em 500 escolas.

Isto se chama fraternidade. Isto se chama esperança sem fronteiras.


com base no artigo "os milagres do dr. Feuerstein", de autoria de Christopher Matthews, inserido na revista Seleções de abril-2002.

Pense Nisso...

Daniela Bolzan

O Trabalho é uma Benção em nossa vida...

O trabalho é uma lei natural.

Da mesma forma que a alimentação e o sono, ele é imprescindível para uma vida equilibrada e saudável.

A necessidade de laborar constitui um precioso auxiliar do progresso.

Ao movimentar seu corpo e sua inteligência para atingir um objetivo, o homem aprimora-se.

No setor profissional a criatura vê-se obrigada a certas disciplinas que depois carreia para os demais setores de seu viver.

Em sua profissão, a pessoa precisa observar horários, ser gentil e cordata, acatar determinações dos superiores.

Essa disciplina, com o tempo, burila os aspectos mais ásperos da personalidade.

A obediência gradualmente vai reduzindo o âmbito de atuação da vaidade e do orgulho.

A pontualidade torna-se um saudável hábito, que evidencia respeito pelos semelhantes.

A gentileza, a princípio forçada, lentamente torna-se um modo de ser.

A inteligência, ao concentrar-se na solução de específicos problemas, ganha novo brilho e expande-se.

Assim, sob os aspectos intelectual e moral, o trabalho é uma bênção.

Mesmo quem possui fortuna, necessita trabalhar como um imperativo de equilíbrio.

É que o desempenho de um ofício dá ao homem a possibilidade de ser um elemento útil na sociedade.

Essa sensação de utilidade faz bem ao ser humano, permitindo-lhe vislumbrar uma finalidade maior em sua existência.

Contudo, muitas pessoas consideram o trabalho como se fosse um castigo.

O final de semana é aguardado como uma libertação, ao passo que a segunda-feira é amplamente lastimada.

Grande contingente de homens deseja aposentar-se o mais cedo possível.

Eles não se preocupam se com isso se tornarão pesados para a sociedade, por inúmeras décadas.

No anseio de livrar-se do dever de trabalhar, contam em anos, meses e dias o tempo que falta para sua aposentadoria.

Tal modo de pensar e sentir evidencia uma percepção equivocada do viver.

A vida não possui como objetivo o descanso.

Descansar de forma periódica e temporária é necessário para a restauração das forças.

Mas a finalidade da vida é o aperfeiçoamento contínuo, proporcionado pela utilização dos próprios talentos na construção de um mundo melhor.

Ao tornar-se inativo, todo organismo vivo tende para a decrepitude. O movimento e a atividade garantem a manutenção do vigor.

O problema é que muitos se equivocam na escolha de suas atividades.

A ganância frequentemente faz com que a profissão seja escolhida mais pela boa remuneração que proporciona do que pela vocação.

Ocorre que desempenhar voluntariamente uma atividade de que não se gosta, podendo-se optar por outra, constitui um enorme peso colocado sob os próprios ombros.

O trabalho não se destina somente a garantir a sobrevivência. Ele também deve proporcionar satisfação íntima.

É o que se dá quando alguém sabe que faz bem algo de que gosta e que possui utilidade para os outros.

Mas mesmo quando não se ama a profissão exercida, é possível desempenhá-la com competência e boa vontade.

Basta que o profissional sinta que está fazendo sua parte na construção de um mundo melhor.

Que ele vislumbre a importância do que faz para a harmonia do meio social em que se insere.

Assim, ame o seu trabalho.

Considere-o uma bênção que o auxilia a ser melhor a cada dia.

Uma observação importante que cabe aqui neste instante é o trabalho gratificante que temos ao ensinar nossos filhos a amar, a servir, a respeitar a tudo e todos. 
A tarefa é árdua, nem sempre temos recompensas felizes e nem sempre nos pegamos sorrindo, mas quando choramos eu tenho a certeza de uma coisa, a lágrima purifica, desabafa e nos faz ficar mais fortes e persistentes. 
Quando sofreres, não fique de cara amarrada, encare o sofrimento como uma dádiva, por mais difícil que seja. 
Trabalhar em prol do próximo, trabalhar para você mesmo, trabalhar para se manter, trabalhar para educar; Todo tipo de trabalho é abençoado e todos te fortalece, pois tudo na nossa vida para ser conquistado precisa de trabalho, pois senão não teria aquele sabor de vitória...
Ensine ao seu filho, especial ou não, o verdadeiro valor do trabalho e você sentirá que quem receberá a maior recompensa será você mesmo quando ele chegar para você e dizer: papai/ mamãe eu consegui!!!
Pense Nisso...
Grata
Daniela Bolzan